Representatividade importa e Hollywood parece que começou a entender isso

Hollywood é ainda um lugar extremamente machista e preconceituoso, temos poucas diretoras mulheres e/ou negros, pouca representatividade, mas antigamente era tudo muito pior. Eu fico realmente muito feliz quando mudam a etnia de um personagem que era originalmente branco e hétero  para um asiático, negro e/ou Lgbt, mas o contrário me deixa um pouco pistola. E por quê? Simples, há poucos papéis para pessoas assim, ainda. E muitos produtores e diretores costumam usar a desculpa: Essas pessoas não geram bilheteria!

Mas meus amores, graças aos céus, em 2018 tivemos belos exemplos de que essa máxima não é real e assim podemos vislumbrar um mundo onde todo tipo de pessoa possa ser mais bem representado. Até porque temos vários exemplos que botar protagonista branco nem sempre vira um sucesso, temos vários exemplos de whitewashing e fracasso: Ghost in the shell, Death Note, Dragon Ball, O Último Mestre do Ar, entre muitos.

Então, segue aqui 3 exemplos de filmes de sucesso, elogiados pela crítica, sem whitewashing e que dão um tapa na cara de quem acha que é só branco que vende.

Pantera Negra (Black Panther)

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SINOPSE: Após a morte do rei T’Chaka (John Kani), o príncipe T’Challa (Chadwick Boseman) retorna a Wakanda para a cerimônia de coroação. Nela são reunidas as cinco tribos que compõem o reino, sendo que uma delas, os Jabari, não apoia o atual governo. T’Challa logo recebe o apoio de Okoye (Danai Gurira), a chefe da guarda de Wakanda, da irmã Shuri (Letitia Wright), que coordena a área tecnológica do reino, e também de Nakia (Lupita Nyong’o), a grande paixão do atual Pantera Negra, que não quer se tornar rainha. Juntos, eles estão à procura de Ulysses Klaue (Andy Serkis), que roubou de Wakanda um punhado de vibranium, alguns anos atrás. (Retirado do site Adoro Cinema)

O filme do herói de Wakanda foi um marco. Um blockbuster, com o elenco que é majoritariamente formado por negros e o diretor Ryan Coogler (também responsável por Creed) é negro. O filme é um abraço a cultura africana e mostra negros como heróis em uma nação super avançada. Foi muito importante para todos os negros e também considerado um dos melhores filmes da Marvel. Além disso, foi um filme super bem recebido, sendo atualmente a nona melhor bilheteria de todos os tempos e 97% de aprovação no Rotten Tomatoes, ou seja, um enorme sucesso!

Podres de Ricos (Crazy Rich Asians)

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SINOPSE: Rachel Chu (Constance Wu) é uma professora de economia nos EUA e namora com Nick Young (Henry Golding) há algum tempo. Quando Nick convida Rachel para ir no casamento do melhor amigo, em Singapura, ele esquece de avisar à namorada que, como herdeiro de uma fortuna, ele é um dos solteiros mais cobiçados do local, colocando Rachel na mira de outras candidatas e da mãe de Nick, que desaprova o namoro. (Retirado do site Adoro Cinema)

 

 

 

Esse ainda não foi lançado nos cinemas daqui (Lançamento dia 1º de Novembro), mas já está rolando aquele burburinho, isso tudo porquê esse filme está liderando as bilheterias nos Estados Unidos! Isso é muito coisa pra uma comédia romântica, além disso o filme conta com o elenco majoritariamente asiático E a crítica? Amou, o filme tem 90% no Rotten Tomatoes.

Para Todos os Garotos que Já Amei (To All the Boys I’ve Loved Before)

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SINOPSE: Lara Jean Song Covey (Lana Condor) escreve cartas de amor secretas para todos os seus antigos paqueras. Um dia, essas cartas são misteriosamente enviadas para os meninos sobre os quem ela escreve, virando sua vida de cabeça para baixo. (Retirado do site Adoro Cinema)

 

 

 

 

 

Ao contrário dos filmes anteriores, esse filme não foi lançado no cinema e sim pelo canal de streaming Netflix, o que torna mais complicado a mensuração do sucesso, mas todos temos que concordar que esse filme tá sim fazendo sucesso e muito. Dificilmente esse filme não terá uma continuação (apesar de eu já ter declarado ser contra). O filme tem uma protagonista asiática, que poderia realmente ser interpretada por qualquer etnia, mas a autora do livro, do qual a história do filme é baseado, Jenny Han bateu o pé e agora temos uma mocinha de filme adolescente asiática. O filme é bem fofinho, agradou o público e os críticos e sem aquela chatice de garota feia pra cara bonito e popular, parafraseando algo que eu li no twitter “Lara Jean conquista do jeitinho que ela é”, ela realmente me conquistou também.

 

Eu acredito que os novos ares no cinema só estão começando e que nós podemos esperar muita coisa boa vindo por aí, a Disney, por exemplo, já declarou que está fazendo o filme com uma Princesa Africana – Sadé; além de estar produzindo o Live-Action de Mulan com a atriz chinesa Liu Yifei.

Viva um mundo com maior representatividade!

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