Chicago Typewriter: Sobre Lutas e Liberdade

Eu acabei de assistir Chicago Typewriter e gostaria de fazer um pequeno paralelo com o nosso momento político atual e uma breve reflexão sobre luta e liberdade. Vamos a sinopse do drama:

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Sinopse: Han Se Joo (Yoo Ah In) foi um escritor em sua vida passada durante a década de 1930 ocupação japonesa da Coréia. Ele reencarnou em um autor de best-seller nos dias modernos. Mas Se Joo está deprimido e tem um bloqueio de escritor que o impede de completar seu próximo best-seller. Yoo Jin Oh (Go Kyung Pyo) é um ghost-writer talentoso que pode tirar Se Joo de sua situação, mas o misterioso homem tem uma condição para seus serviços que Se Joo pode não conseguir lidar. Jeon Seol (Im Soo Jung) é uma veterinária e amante de livros que administra seu próprio serviço de entrega. Ela se torna uma fã do famoso escritor Se Joo. Autor: Jin Soo Wan Diretor: Kim Cheol Kyu Retirado de My Drama List

 

Antes de mais nada, eu quero esclarecer que eu entendi o porquê muitos amaram Chicago Typewriter, é poético, aborda amizade e companheirismo, mas não foi um drama fácil de acompanhar para mim, e não é por causa do plot e da atuação, e sim por causa do ritmo, provavelmente eu teria dropado se tivesse assistido na época que estava passando. Ele tem um problema de ritmo no início do drama, mas especificamente nos quatro primeiros episódios, ele é muito lento e esses capítulos são uma introdução, que é necessária, mas é enorme, tanto que eles meio que já estão lá escrito na sinopse do drama em 4 linhas. (Galera, essa é a minha opinião, não me joguem pedras tá)

A partir do 5º episódio a história fica mais dinâmica, com a interação do Yoo Jin Ah com o Han Se Ju, e os últimos episódios são com certeza os melhores, o final é lindo. Os pontos altos do drama ocorre quando a história vai para 1930, na época da Ocupação Japonesa na Coreia, e a Aliança da Juventude de Joseon luta pela independência. Nós vemos a luta daqueles que queriam ver o país livre para simplesmente fazer coisas mundanas como simples cidadãos como ir pescar, viver tranquilamente com os pais, se apaixonar. É sempre bom ser “livre” para vislumbrar a felicidade.

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Não foi só a Coreia que lutou contra a dominação de um povo que se achava superior a eles, inclusive a Coreia ainda vive uma situação chata que é a divisão e guerra entre as Coreias do Norte e do Sul, vimos recentemente uma aproximação entre as duas e espero que isso traga realmente um ponto final a essa guerra que já dura mais de 60 anos (apesar de estar atualmente em trégua).

Ai, vem a pergunta: Você, Jessica, recomenda esse Kdrama? Eu, Jessica, toda vez que revisito algo que me soa familiar mesmo sendo de outra nação, eu acredito que vale a pena assistir, Chicago Typewriter revisita o passado de lutas e revoluções a favor da liberdade, e isso me lembrou também das nossas lutas, das nossas tentativas de sair da dominação dos portugueses, dos quilombos lutando para deixarem de ser escravos, das lutas das feministas, dos artistas e estudantes durante a ditadura, revisitar o passado é ótimo, principalmente que tem gente hoje em dia que quer negar a existência dele.

Você olha o que tá acontecendo hoje em dia no Brasil e em alguns outros países como o Estados Unidos e temos que lembrar é que a luta não acabou, a luta é diária, a luta vai sempre existir, se não é por algo importante, é simplesmente para manter os nossos direitos tão duramente conquistados, na maioria das vezes a base de muito sangue.

Desde que o mundo é mundo tem sempre pessoas que se acham superioras as outras, povos que se acham superiores, a luta galera é diária, ela nunca acaba. Lembremos que a nossa liberdade foi difícil de conseguir, muitos morreram para que nós tivéssemos os direitos que temos hoje e ainda creio que talvez muitos ainda irão morrer para que somente mantenhamos esse direito. Hoje, as ruas estão tomadas principalmente por mulheres que acham que devem ganhar o mesmo que homens; mulheres que não se acham piores e nem melhores, mas iguais aos homens; pessoas que acham que matar não é mas a solução, nós já pegamos tanto em armas, nós queremos viver as nossas vidas da forma mais mundana possível, ir pescar, formar a nossa família, se apaixonar.

A Luta não acabou, a luta é diária!

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